
Todo ano é a mesma coisa, “Ah mas roguelites estão repetitivos, mimimi metaprogressão chata” até que vem uns que calam a minha boca. O primeiro foi ScourgeBringer, o segundo é potencialmente Curse of the Dead Gods que entrou nesta terça-feira (3) em acesso antecipado por R$39,90.
Em desenvolvimento pela Passtech Games (Masters of Anima, Space Run), Curse of the Dead Gods tem aquela meta progressão que eu não sou muito fã, mas também tomas algumas decisões espertas sobre a exploração e o combate.
Ao invés de revelar a arena como fazem jogos como Hades, Enter The Gungeon e afins, ela permanece “escondida” quase como um “fog of war” até você usar a tocha ou acender piras. No entanto, inimigos podem apagar essas piras e fazer com que você perca a noção de distância ou até de possíveis armadilhas.
Foi bem o que aconteceu na minha primeira hora de jogo; explorava uma das áreas em buscas de moedas de ouro para trocar por uma melhoria nos meus atributos, entrei em uma sala que parecia ser segura e fui empalado por armadilhas no chão.
Outra mecânica que é tanto interessante quanto infuriante é a que da nome ao jogo: você pode ser amaldiçoado. Essa maldição ocorre de maneira passiva – ao avançar nas áreas – ou ativa, ao ser atingido por inimigos específicos. Assim que o seu nível de maldição chegar a 100 você tem chance de receber desvantagens como “mais dano recebido por inimigos” ou “armadilhas te causam 50% a mais de dano” ou a minha favorita – “fogo se alastra com mais facilidade e te causa mais dano”.
Para compensar a frustração, Curse of the Dead Gods tem uma boa variedade de armas e combos que apesar de simples, são fáceis de aprender e cumprem com a proposta do jogo.
A previsão é que ele fique até o final do ano em acesso antecipado para receber novas áreas, refinamento nas mecânicas de combate, novos inimigos e mais maldições (óbvio).
Minhas primeiras impressões devem sair em breve, mas já adianto que vocês tem que ficar de olho nesse.