2020 não vai ser o ano que eu vou ter a minha casa própria, mas ao menos um dos meus sonhos foi concretizado: a Focus Home Interactive lançar um vídeo de Necromunda: Underhive Wars com mais de 5 minutos e nem 10s deles voltados para a milésima cinemática que vemos desde 2018.

No vídeo sobre a jogabilidade publicado nesta quinta-feira, a desenvolvedora Rogue Factor vai fundo no quesito personalização de personagem, diferentes modos de jogo e como cada turno se desenrola. O principal componente de Necromunda para quem preferir jogar solo serão as operações – em suma um modo campanha onde você lutará contra outras facções pelo controle do território.

Um dos pontos que destaco é o quão maleável são essas operações. A progressão não é necessariamente linear; você escolhe um setor, os tipos de mapas e o grau de dificuldade dos mesmos. A partir disso o jogo gera uma série de desafios e mini-missões para você concluir.

O grosso do jogo vai ser mesmo o modo online e o modo skirmish, onde você pode também escolher os tipos de mapas e desafios ou perigos que estarão presentes. É um belo de um avanço em comparação com o projeto anterior da Rogue Factor, Mordheim.

Por falar em avanço, o mesmo pode ser dito da jogabilidade em si. Dos 5 minutos para frente o vídeo mostra um jogo de combate em turnos ágil, e que ainda leva em conta fatores como distância, altura, precisão e grau de experiência de cada personagem. Como um veterano de Mordheim, tudo que foi feito nesse vídeo demoraria ao menos 15 minutos se a Rogue Factor tivesse mantido a estrutura anterior.

Para quem até então estava preocupado com Necromunda: Underhive Wars, esse vídeo diminuiu muito a minha preocupação. Todavia, uma pergunta permanece no ar: será que teremos jogadores suficientes para que o modo multiplayer se mantenha ativo ou vire o caso de mais um Space Hulk Tactics? Descobriremos no final de setembro.

Necromunda: Underhive Wars sai dia 8 de setembro no PC, PlayStation 4 e Xbox One.

Assista a 10 minutos da campanha de Necromunda: Underhive Wars

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- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.