Prismata

Uma das minhas maiores decepções com a humanidade além das guerras e a lenta destruição da Terra é o fato que ninguém deu a mesma oportunidade para Prismata como deram para outros card games, pois ele é fantástico. Quem sabe que com a versão free-to-play – prevista para lançamento em 26 de setembro – vocês não deem uma chance?

Para quem não conhece, Prismata é muito longe de um card game tradicional, e mais uma mistura de um game de estratégia que calha a usar cartas para definir as suas ações. Não existe um conceito de aleatoriedade no sentido “tradicional” dos card games no início de uma partida de Prismata. Ao contrário de cada jogador comprar suas cartas, o jogo te dá dez cartas básicas (considerado o starter deck) e oito cartas avançadas que são idênticas tanto para você como para o oponente; essas oito cartas adicionais são as únicas que variam de partida para partida. Além disso, os dois jogadores começam com cinco drones e três engenheiros. Drones são usados para fornecer ouro e os engenheiros, energia. Ou seja, você sabe quais são as possíveis combinações que ele pode fazer e quais as jogadas iniciais, e possíveis formas de combatê-las.

Ao invés de você invocar criaturas com o uso de mana ou terrenos, você precisa de uma combinação de fábricas, robôs e outras estruturas “passivas” para gerar matéria-prima. Destrua essas fábricas e você pode acabar com a economia do seu oponente. A chave para entender como vencer está no ato de estabelecer defesas para a sua área de produção, destruir as defesas do inimigo e – consequentemente – acabar com a sua produção.

Felizmente a versão free-to-play de Prismata vai manter esse aspecto e só oferecerá a venda de itens cosméticos. Nada de cartas, boosters packs ou algo parecido. Recomendo que leiam as minhas primeiras impressões sobre o game. É, de longe, um dos jogos mais inteligentes que eu joguei este ano. E olha que já temos jogos como Megaquarium e Frozen Synapse 2 no mercado.

Versão F2P do card game Prismata sai no final do mês

About The Author
- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.