Jupiter Hell

Eu sou um grande apoiador do “devagar e sempre”; antes um jogo que é produzido em um ritmo que não prejudique o desenvolvedor do que uma correria sem motivo. A ChaosForge – criadora do sucessor espiritual de DoomRL Jupiter Hell – segue o “mantra” e depois de um longo período de acesso antecipado, chegou na atualização 0.9.0 e com inúmeras adições – a principal delas sendo especializações de classe.

Uma das críticas feitas até então pela comunidade é que Jupiter Hell não tinha um “endgame” em si. Você avançava as fases e logo se via com poucas escolhas para aprimorar suas classes. A partir dessa versão, cada classe ganhou cinco especializações com fins de variar o gameplay e expandir as builds possíveis.

Como um Marine, o equivalente de um soldado ou “tank” do jogo, você pode se especializar em regeneração de vida pelo combate corpo a corpo com a especialização “Vampyre”. Ou, se preferir, equipar-se com uma espingarda e usar “Army of Darkness” para aumentar o alcance da arma.

Além das especializações, a ChaosForge dá mais uma revigorada no Early Game com seis novas armas – incluindo um canhão de plasma – traz um novo balanceamento para a dificuldade “médio” e aumentou os pontos de vida dos monstros no late game. O aumento nos pontos de vida é para equilibrar o poderio deles em comparação com as novas especializações.

Já para a próxima versão, 0.9.1 – sem data definida – a ChaosForge se volta ainda mais para o conteúdo end game, revisar a geração de mapas do early game e obviamente mais uma dezena de correção de bugs.

Jupiter Hell pode não ter a complexidade de Tales of Maj’Eyal, e nem precisa. Ele se encaixa como o sucessor espiritual que DoomRL merece; seus mapas pequenos repletos de inimigos já oferecem desafio suficiente para quem quer um roguelike para relaxar (ou se estressar mais ainda nas dificuldades altas). Recomendo demais

A lista completa de mudanças está disponível no fórum do Steam.

Update 0.9.0 de Jupiter Hell inclui especializações de classe

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- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.