Royal Court

O que foi? Vocês realmente esperavam que a Paradox ia liberar repúblicas mercantis na primeira expansão de Crusader Kings 3? Só se for em sonho. Isso não quer dizer que “Royal Court”, recém anunciada durante a PDXCon Remixed, não tenha umas ideias muito interessantes.

Seguindo a ideia de “dar liberdade para o jogador”, Royal Court trará mais interações com seus courtiers e seus vassalos na forma de eventos. Isso vem acompanhado de uma representação visual da sua sala do trono, que pode ser melhorada com tapeçaria, alimentos de melhor qualidade para aumentar a sua “grandeza” — que pode ser trocada por bônus para o seu reino —, atrair convidados e artistas.

Outra inclusão que me traz muita felicidade é o retorno de seu inventário pessoal. A mecânica que estava presente em Crusader Kings 2 funciona de maneira similar na sequência – você pode obter espadas ou objetos de alto valor de artistas ou saqueá-los de outras culturas.

E por falar em culturas, o maior divisor de águas trazido pela atualização que acompanha Royal Court é a mudança no sistema de culturas. O intuito é torná-lo mais modular e próximo do sistema de religião de Crusader Kings 3. Cada cultura tem um ethos que define os seus principais valores. Isso fará com que certas tradições sejam mais fáceis de obter, enquanto outras serão quase impossíveis. Liberar tais tradições afeta mais a partida de uma maneira pontual do que uma visão geral da campanha. Isto inclui, mas não está limitado a: facilitar diplomacia entre outras nações, formação e composição de unidades militares. Regiões específicas terão tradições próprias para maior variedade.

Uma mudança tão brusca serve para implementar a possibilidade de criar culturas híbridas. Dependendo de circunstâncias específicas, você poderá criar culturas híbridas entre sua nação e seus vassalos. Assim você poderá manter certos benefícios de ambas as culturas como bônus para o resto da campanha – incluindo tradições.

Claro que o contrário pode acontecer — eventos que envolvem divergências entre culturas estarão presentes no jogo. Esta decisão pode ocorrer naturalmente ou ser tomada tanto pelo jogador quanto pela IA. Se separar de uma cultura traz seu próprio leque de benefícios, como escolher um conjunto de tradições que melhor se adapta à região do mapa no qual suas províncias estão localizadas.

De acordo com a Paradox em um evento a portas fechadas para a imprensa, mais detalhes sobre o funcionamento de culturas, culturas híbridas e a nova interface serão mostradas nos próximos meses.  A desenvolvedora ressaltou que vem trabalhando na IA para que o sistema não acabe tornando o mapa uma zona. Esta parte eu pago para ver.

Royal Court ainda não tem data de lançamento.

“Royal Court” para Crusader Kings 3 trará culturas híbridas e mais controle sobre sua corte

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- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.