Roguetech

Creio que nada consegue superar o marasmo que é a primeira semana de janeiro no mundo. Aquele desânimo, falta de vontade de fazer qualquer coisa, não saber o que jogar. Surpreendentemente os meus dias não tem sido gasto com listas sobre os jogos mais promissores de 2019, mas sim com um dos meus favoritos de 2018: Battletech. A razão é o fantástico mod RogueTech, disponível no BattleTech Nexus e que converte o game da Harebrained Schemes em um imenso sandbox com e ainda mais desafiador.

Com pouco mais de 700mb, o mod adiciona mechs icônicos como o Mad Cat Mk2, Mechs raros, novos tipos de pilotos, novas unidades terrestres – como tanques voltados a destruição de Mechs – uma nova árvore de habilidades passiva e um total rebalanceamento dos principais armamentos. Lasers de baixa potência, por exemplo, agora são mais úteis e superaquecem com menos frequência. No entanto, armas balísticas como o AC/2 tem uma tendência maior a emperrarem em terrenos áridos.

A minha campanha inicial, como era de se esperar, foi um desastre. O primeiro mapa no deserto mostrou uma IA mais agressiva – com mechs que frequentemente me flanqueavam para tentar destruir meus dissipadores de calor até que um dos pilotos se desesperou e ejetou. Depois fui massacrado por tanques, que não só tinham uma armadura mais espessa como canhões capazes de arrancar o braço de um BattleMech de pequeno porte. É, não vai ser fácil vencer essa campanha.

O único ponto negativo de Roguetech é o tempo de carregamento. Por BattleTech não oferecer suporte nativo a mods (como um launcher), os launchers feitos pela comunidade tem de alterar os arquivos toda vez que o jogo é inicializado. Dependendo de onde está instalado (em um disco rígido ou um SSD), pode demorar até dez minutos. Recomendo também que leia as instruções de instalação e atualização na Wiki oficial (em inglês).

Caso venha a jogar, boa sorte e me conte como foi a sua experiência.

RogueTech é um ótimo motivo para voltar para BattleTech

About The Author
- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.