Análise – Space Hulk

Se você mora no brasil, é bem provavel nunca ter ouvido falar de Space Hulk. Originalmente lançado como um jogo de tabuleiro em 1989, demos uma olhada na versão PC dele, criada pela Full Control para descobrir se é ou não tão fiel ao original.

Bem, vamos aos fatos. Space Hulk é um jogo relativamente complicado para aqueles que já tem costume com jogos de estrategia mais tradicionais. Não há muito espaço para movimentação, apenas linhas retas. Soa estranho? Pois é.

Nessa “linha˜, ficam seus personagens, os Blood Ravens do universo Warhammer 40k e os Genestealers, seus inimigos.

Turno após turno, os Blood Angels tem de acabar com a raça dos genestealers ou concluir algum objetivo relacionado a missão em questão. Em relação a fidelidade ao comparado no jogo de tabuleiro, nisso eles acertaram a mão muito bem. Pena talvez ter isdo a única coisa.

Space Hulk

Em teoria, isso seria super tenso, rápido e daria uma minuscula margem para erro. O que temos, porém, na versão PC são turnos que demoram mais do que Civilization V. Os personagens andam lento, atacam lento, fazem tudo lento.

É como se jogássemos um jogo em slow motion, só que roda normal.

Mesmo com tais problemas, é um jogo consideravelmente difícil. Momentos que supostamente teriam uma solução simples, resultam em sua equipe de marines completamente obliterada. É extremamente importante conhecer bem o inimigo.

Tecnicalidades

Feito em Unity, graficamente Space Hulk é o que podemos chamar de “bonitinho”, ou feio, mas arrumadinho. Os personagens e o cenário são muito bem produzidos. Os efeitos gráficos e sonoros? Não muito.

Space Hulk

No topo disso, o jogo contava com quedas na taxa de quadros muito bizarras. Bastava uma explosão que meu jogo parecia ser uma apresentação de powerpoint. Nunca entendi muito bem esse acontecimento, mas atrapalhava a diversão.

Multiplayer

Mais um outro modo que, no papel funciona muito bem, assim como no tabuleiro (já que é de duas pessoas), no pc, os problemas técnicos aparecem e a experiencia no geral é abaixo do esperado.

Isso começa pela baixa quantidade de jogadores, então o melhor é combinar com um amigo para jogar tanto a campanha coop quanto o versus.

Aí temos a hora de “conectar a partida”, que pode funcionar de primeira… Ou não. A partir daí é brincar de abrir e fechar o lobby até cansar.

Conclusão

A Full Control realizou um trabalho bom, mas existe uma margem considerável para aprimorar. Se veremos um Space Hulk 2? Não sei, mas torço para que, dessa vez com gráficos / animações melhores e sem tantos problemas de netcode.

A análise foi feita com base em uma cópia enviada pela Full Control

Análise – Space Hulk

About The Author
- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.