Análise – Full Bore

É difícil recomendar puzzle games, enquanto uns podem achar, por exemplo, AntiChamber sensacional, outros fáceis demais. Felizmente Full Bore não se apoia apenas nas suas mecânicas para lhe trazer um jogo divertidíssimo.

Desenvolvido pela Whole Hog Games, o jogador entra na pele de um javali, que ao explorar um campo, acaba por se encontrar dentro de uma operação de mineração, acusado de roubo e terá de pagar o objeto roubado por meio de serviços forçados.

Sim, um javali que trabalha em uma mina, se isso não é estranho o suficiente para você, calma que piora.

As mecânicas básicas de Full Bore incluem mover blocos, destruí-los e coletar objetos. Caso você faça alguma besteira em um puzzle, um sistema de voltar no tempo existe, no melhor estilo Braid.

Full Bore

A história em si depende muito do jogador para se desenrolar. Principalmente pois muitos pedaços da mesma são contados por meio de terminais de computador espalhados pelos cenários.

Eu particularmente gosto desse método de contar histórias, já que, quando o jogo é bom, me dá vontade de explorar mais e mais. É o caso de Full Bore.

Ele é quase como um metroidvania de puzzles. É possivel que você fique um pouco perdido, já que há poucos indicadores que lhe explicam para onde ir exatamente. Mas ao menos para mim, isso não foi problema, já que fiquei tanto tempo coletando os itens extras pelo cenário que não me importei.

Mas, caso você empaque em um lugar, não se preocupe, tem sempre alguma outra oportunidade te esperando por seu vasto mundo. Em momento algum me senti frustrado ou desencorajado de jogar dado a um puzzle, o que é algo muito positivo em minha opinião.

Full Bore

Quem procurar uma experiência linear, porém, não a encontrará. Não é o caso de sentar e seguir direções. Mas de você fazer a sua própria diversão.

Para quem gosta de pegar colecionáveis, então, vai amar Full Bore. Em cada um dos mapas haverá uma ou mais gemas para você obter, que resulta em outro pequeno puzzle. No geral eles são baseados em empurrar e destruir blocos, não muito difíceis, mas que darão algumas horas adicionais de diversão. Essas gemas dão acesso a áreas extras ao longo do jogo. Infelizmente, essa é a unica maneira de acessá-las. O que pode incomodar alguns.

Na parte técnica de Full Bore, recomendamos jogar com um controle. Não que os controles com o teclado sejam ruins, mas ele se adapta muito bem com um controle. Parece existir um certo delay entre as ações com ambos os controles, mas nada que chegue a incomodar.

Não há muito o que se configurar no game também, pois não é necessário. Não notamos nenhum bug aparente ou instabilidade durante a nossa review.

Full Bore

Para quem gosta de pixel art, Full Bore é belíssimo. É agradável de se ver como alguns efeitos de iluminação afetam o cenário, apesar de boa parte do game se passar dentro de uma mina. Seria pedir demais por uma maior variedade de áreas, nesse caso.

Se você gosta de Puzzles, não linearidade, conhecer a história por si mesmo, Full Bore é para você. Ele não é caro, vai te prover boas horas de diversão e ainda mais se gostar de coletar coisas. Ele já se encontra disponível no Steam por R$ 22,49.

A análise foi feita com base em uma cópia enviada pela Nidku Games

Análise – Full Bore

About The Author
- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.