Análise – Eidolon

Eidolon é um daqueles jogos que eu demoraria horas pra explicar o que realmente é. Em suma é um jogo de sobrevivência e exploração. Não um que tem zumbis, monstros ou que você fica desesperado se morrer. É mais uma experiência em descobrir coisas do que qualquer outra coisa.

O jogo se passa em Washington em 2400, o local foi tomado por grandes florestas e lagos. Quase não há traços de uma civilização, apenas a natureza. É nesse lugar que você irá buscar por mais respostas sobre as pessoas que viveram lá.

Em tese é só isso que Eidolon provê. Não é um jogo que te dá objetivos concretos, waypoints, nem um mapa direito de dá. Muitas das vezes eu conseguia achar um mapa mas não uma bússola. Tinha então de usar pontos de referência para conseguir me guiar no mapa.

Eidolon

Não existe qualquer tutorial para te guiar. Você vai se basear na tentativa e erro. Por exemplo, em momento algum o jogo me contou que eu precisava comer quase que constantemente para sobreviver. Acabei dormindo uma noite e morri pela manhã de fome.

Ele é bem obtuso em relação a muitas coisas. Até mesmo o menu de um PDA que você carrega quase não te dá informação sobre o que aquela tela faz. Nesse caso, uma ajuda de um tutorial seria bem-vinda. Quem é mais impaciente pode se irritar um pouco com isso.

Para não dizer que não existe indicadores, pontos luminosos no mapa mostram locais onde existem certos itens que podem ser coletados, como um arco e flecha para caçar, uma vara de pescar, mapa e bússola. Outras cores incluem papéis, pedaços de email que são pequenas indicações de vida naquela região.

Eidolon

Feito na Unreal Engine 3, apesar dos gráficos simples Eidolon tem uma atmosfera sensacional. Um jogo que me lembrou muito ele foi Proteus.

Enquanto Proteus te joga em um ambiente quase que de sonhos, Eidolon te coloca em um cenário um pouco mais realista, mas sem perder uma parte da magia que tem. Passar a noite na floresta, ver o amanhecer perto de uma fogueira foi uma das experiências mais marcantes para mim em relação a games em 2014.

Claro que isso é muito subjetivo, vão existir aqueles que jogarão cinco minutos e acharão a coisa mais chata do universo. Já outros criarão as suas próprias histórias dentro de Eidolon.

Algumas coisas peculiares aconteceram comigo também enquanto jogava para fazer essa review. Enquanto pescava em um lago, ouvi o latido de cachorros a distância. Pensei “Não deve ser nada demais”. Minutos após isso ouvi os latidos novamente e achei melhor investigar.

Eidolon

Foi assim que eu me encontrei diante de um grupo de cachorros, formado por uns cinco ou seis que latiam a distância. Pensei em dar meia volta e sair de lá. Foi tarde demais, porém. Eu fui atacado e em questão de segundos estava morto.

São essas pequenas coisas que para mim fazem a experiência de jogar Eidolon muito mais interessante.

Como nada é perfeito, Infelizmente ele sofreu de pequenos problemas de desempenho, principalmente quando você está em morros e olha para o cenário abaixo. Mesmo com um computador potente, houveram algumas quedas drásticas na taxa de quadros. O desenvolvedor já está ciente disso e tem lançado atualizações constantes para corrigi-los.

Eidolon é um daqueles exemplos que você não precisa de muitos gráficos, mas sim de como implementar uma estética de maneira cativante que te faça envolver e se prender ao jogo. Como falei antes, um pouco obtuso demais para o meu gosto, mas ainda sim uma ótima experiência. Além do que, o jogo é super barato, recomendo dar uma chance se tens um dinheiro de sobra.

A análise foi feita com base em uma cópia enviada pela Ice Water Games

Análise – Eidolon

About The Author
- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.