Eu sei que eu e você podemos estar um pouco cansados do twist de “um jogo em turnos, mas com cartas”. Mas e se esse jogo em turnos fosse a mais pura porradaria e com um espaço limitado para se mover? Essa é a ideia do recém-anunciado Fights in Tight Spaces, desenvolvido por Ground Shatter (RICO) e publicado pela mode 7 (Tokyo 42, The colonists, Frozen Synapse).

O nome já diz o conceito do jogo. Cada mapa dá um número limitado de turnos e ações — na forma de cartas — para o jogador e ele precisa descobrir a melhor maneira de completar o objetivo. Seja ele eliminar todos os oponentes, proteger um VIP ou escapar de um trem.

Eu me apaixonei de cara por Fights in Tight Spaces. Primeiro porque jogos de estratégia em turnos tendem a dar muito espaço para manobra, o que pode prolongar demais as partidas. Segundo que a equipe aparenta querer reduzir os componentes de estratégia apenas ao essencial — um tema que tem sido recorrente em jogos de micro estratégia como Death Crown, Circle Empires e outros. (Se você se interessa pelo tópico, recomendo ouvir o ultimo episodio do Three Moves Ahead sobre o tema).

A meu ver isso garante duas coisas: nenhum mapa vai ser o mesmo e as cartas, apesar de se repetirem, poderão ter usos variados. Esse é o tipo de novidade que eu busco no gênero. Novas maneiras de contrair ou expandir o que já temos por ai. O sistema de upgrade de cartas é direto e não a interface deixa tudo claro. Não preciso mencionar que estou ansioso para jogá-lo.

Fights in Tight Spaces ainda não tem data oficial de lançamento, mas é estimado que ele saia ainda esse ano no Steam.

Minimalismo e pancadaria se juntam em Fights in Tight Spaces

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- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.