Análise – InFlux

Puzzle games são um gênero que eu gostaria de ter mais tempo para aproveitar, são relaxantes, desafiadores e divertidos. Influx se encaixa muitíssimo bem nesse contexto.

Em influx, os jogadores controlam uma bola. Isso mesmo, uma bola brilhante. Com ela, você resolverá os mais diversos quebra-cabeças em um mundo aberto. O jogador começa por navegar em uma área aberta para encontrar pequenos pontos de luz, que abrirão um portal para um dos desafios disponíveis.

Tais desafios, no geral envolvem mover uma bola laranja ou duas bolas de cores diferentes para os seus respectivos locais determinados. Isso é feito com a movimentação do cenário, poderes especiais e outros itens que poderão lhe ajudar.

No geral, os quebra-cabeças de InFlux são fáceis. Fáceis até demais para o meu gosto, talvez seja a minha experiência com Myst ou Antichamber no começo do ano que os fizeram parecer tão fáceis. Mas o ponto forte de InFlux não está em seus quebra-cabeças, mas sim em seu cenário.

InFlux

Feito na Unreal Engine 3, InFlux conta com um sistema de iluminação sensacional. Acho que a bola do InFlux é um dos objetos mais bem feitos que já vi em um jogo da UE3. É simplesmente sensacional a forma que ela ilumina o cenário e é animada.

Aliás, o cenário em si merece palmas. Cada uma das áreas de InFlux parece ter recebido um cuidado especial. Onde normalmente esperamos cenários normais, talvez até sem graça, nos deparamos com isso:

É simplesmente sensacional. Infelizmente, gostaria que houvesse mais interação entre a bola e o cenário, talvez alguns puzzles, colecionáveis ou qualquer coisa do gênero. Toda essa beleza, acaba por ser um potencial desperdiçado, uma pena.

InFlux – Tecnicalidades

Claro que, como todo jogo InFlux também tem a sua parcela de problemas. Muito disso vem relacionado a problemas de colisão entre a bola e o cenário. Algumas vezes, cheguei a ficar preso sem razão aparente ou ter de reiniciar um puzzle porque a bola estranhamente não respondia mais aos meus comandos.

É chato? É, mas não é algo que prejudique tanto o andar do game.
Como já falamos anteriormente, InFlux é belíssimo graças a sua estética e ainda consegue ser leve. Há uma gama de opções a serem configuradas dentro do jogo para aqueles que não tem um computador tão potente conseguirem rodar.

InFlux

Outro ponto forte na parte técnica é sua trilha sonora. Feita por Jonathan Yandel, ela foi feita com base em um estilo meio futurista / chillout que imerge o jogador em toda a ambientação e deixa qualquer um relaxado.

Abaixo, um exemplo do que falo. Com uma trilha sonora dessas, não tem como ter vontade de jogar mais e mais.

Infelizmente, InFlux não é um título longo. Consegui terminar por volta de sete a oito horas, isso que enrolei e vasculhei cada pedaço do cenário.

Por R$ 16,99, não poderia deixar de recomendar sua compra para os amantes de Puzzle games. Seja pela ambientação, cenário, trilha sonora, InFlux pode se encaixar muito bem nos grandes lançamentos do gênero desse ano, junto com AntiChamber e The Bridge. Ele pode conter alguns problemas técnicos, mas não deixa de ser um título sensacional.

A análise foi feita com base em uma cópia enviada pela Impromptu Games

Análise – InFlux

About The Author
- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.