A Place for the Unwilling

O conceito de exploração de cidades – conhecer os seus habitantes, seus hábitos e sua personalidade – é um dos elementos que mais me interessam em jogos. Cidades são complexas, repletas de camadas, muitas delas invisíveis ao olho nu. Por conta disso que a história de A Place for the Unwilling, previsto para lançamento em 25 de julho no Steam, me conquistou.

Em desenvolvimento pela ALPixel Games, o jogo se passa nos 21 dias finais de uma cidade que está prestes a morrer. Nesse período você pode controlar diversos personagens – Arthur, Elizabeth ou Margareth – e decidir quais ações tomar em cada um dos dias. Nem toda ação que você realizar vai necessariamente equivaler a um final favorável.

A ideia que a ALPixel Games quer estabelecer é uma de “liberdade para o jogador” e uma continua repetição de atos que podem ou não avançar a história. Pode parecer monótono de início, até eu achei. Entretanto, após testar a versão alpha que estava disponível por alguns dias, eu vejo um imenso potencial nessa narrativa não linear criada pela desenvolvedora.

Há um grande subtexto sobre desigualdade social, o medo da morte, o que o fim da cidade acarreta para os seus moradores, como cada um deles lida com isso. É extremamente interessante para qualquer fã de adventures e eu recomendo que fiquem de olho.

O vídeo abaixo aponta melhor como a jogabilidade de A Place for the Unwilling funciona:

Desvende o mistério de uma cidade em A Place for the Unwilling

About The Author
- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.