Análise – Bound By Flame

Sistemas de combate interessante, mas falhos? Sim. Uma história meio bizarra com personagens interessantes? Sim. Um jogo que muitos irão torcer o nariz antes mesmo de chegar a testar? Com certeza falamos de um RPG europeu, de Bound By Flame.

Bound by Flame conta a história de Vulcan, um mercenário que durante uma missão acaba por receber o poder de um demônio. Em uma terra dominada por Ice Lords, caberá a ele e seus companheiros derrota-los.

Bound By Flame

Tudo bem, é a sinopse mais clichê do mundo dos RPGs, você não verá muitas novidades. Para quem gosta de possibilidades, o jogo te dá muitas opções de escolher caminhos diferentes em relação a como lidar com situações envolvendo NPCs e a história em si.

Ele lhe oferece dois principais estilos de combate, ranger e fighter. Há um terceiro, pyromancy, mas considero um estilo secundário que oferece uma maior variedade para as duas classes.

Como era de se esperar, o fighter envolve derrotar o oponente na mão, enquanto ranger se aproveita melhor de habilidade furtivas e maior mobilidade no campo de batalha. Algo que tem de se ter em mente é que o stealth de Bound By Flame não funciona tão bem quanto se espera.

Bound By Flame

O problema vem da disposição dos inimigos no campo de batalha, por não serem muito grandes, acaba por você atacar um oponente escondido enquanto os outros te veem e lhe atacam. Em contrapartida, o ranger pode se esquivar de maneira mais rápida, o que torna o combate mais fácil.

Aliás, quando se trata de dificuldade, Bound By Flame não deixa nada fácil. Até no que é considerado “easy”, você vai apanhar e muito até pegar o jeito.

Primeiro que os inimigos são praticamente esponjas gigantes que absorvem todo tipo de dano. Segundo que você é feito de papel. Enquanto uma porrada sua dá um dano ridículo de baixo, as vezes três porradas do inimigo te matam.

Isso só piora na hora dos chefões, que vão te dar uma senhora dor de cabeça. Não que eles sejam complexos, mas também aguentam muito mais dano do que deveriam. Algumas batalhas tendem a se tornar tediosas.

Durante as batalhas você também terá companheiros que lhe ajudarão… tá eles não ajudam nada. Com exceção de uma, que lhe cura praticamente a cada segundo, todos eles dão tão pouco dano quanto você.

Bound By Flame

A movimentação, o combate em si é tudo o que eu poderia esperar de um RPG europeu sem muita grana para ser desenvolvido. Não tão polido quanto um Dark Souls, mas divertido do mesmo jeito. Se você se acostumou a jogar Gothic, Two Worlds e outros; não vai notar nada de diferente em Bound By Flame.

Bound By Flame traz aquele misto de geração anterior com a atual. Os seus gráficos no PC são belíssimos, texturas muito bem produzidas e uma variedade razoável de inimigos. Em contrapartida ele vai pesar um pouco em PC mais modestos, principalmente devido as sombras.

Caso tenha de reduzir a qualidade gráfica, verá um jogo típico de Xbox 360 ou PlayStation 3. É o preço que se paga por ser cross-gen.

Apesar de suporte a mouse e teclado, recomendo fortemente você jogá-lo com um controle, é muito mais prático e agradável. Além do que, o sistema de lock-on claramente não foi feito para se usar um teclado.

Bound By Flame tem os seus problemas, não tem uma história muito interessante, um combate meio estranho, dificuldade desbalanceada entre outros problemas. Quem saber não se importar com esses problemas, encontrará um jogo muitíssimo interessante com um belo mundo para conhecer. Enquanto outros, só reclamarão que ele não é o próximo Skyrim. Ele se encontra disponível no Steam por R$ 72,99

A análise foi feita com base em uma cópia enviada pela Focus Home Interactive

Análise – Bound By Flame

About The Author
- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.