Mechanicus

Quando você passa o ano tendo lançamentos da franquia Warhammer 40K medianos, como Space Hulk, ver um novo jogo aparecer no Steam – especialmente após ficar inicialmente desapontado com a versão alpha – não gera muita esperança. O que faz com que Warhammer 40K: Mechanicus seja até então a maior surpresa de novembro. O game desenvolvido pela Bulwark Studios está à venda por R$59,00.

O que o torna diferente de tantos outros games de estratégia em turnos do mercado? Para começo de conversa a desenvolvedora decidiu descartar os Space Marines em favor de uma das “facções” menos utilizadas no universo digital, os Adeptus Mechanicus. Esse culto modifica os seus corpos com partes de máquinas e são usados pelo império como cientistas e exploradores, o que faz o próprio combate em si mais interessante do que a média dos outros games baseados no universo da Games Workshop.

As primeiras missões de Mechanicus te dá unidades moderadamente fracas, que pecam em mobilidade e capacidade de disparo. Por não usar um sistema de “cover” como o XCOM (2013), você acaba dependente de posicionar e gerar uma batalha de atrito com as tropas Necron.

Depois de algum tempo com o jogo é que o sistema realmente começa a mostrar suas peculiaridades; você pode alterar todos os componentes de um Adeptus Mechanicus, muito mais do que qualquer Space Marine, as missões trazem um senso de urgência e são repletas de eventos aleatórios (quase como um Darkest Dungeon), o que mitiga o fato que muitas missões podem parecer repetitivas dado a estética dos mapas. Isso sem contar a escrita, que retém aquele absurdo e humor negro pelo qual o universo Warhammer é conhecido.

Recomendo bastante se você é fã de Warhammer e estratégia em turnos. Uma análise mais aprofundada será publicada em breve.

Batalhe contra Necrons em Warhammer 40K: Mechanicus

About The Author
- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.