Eagle Island

Eu sempre tenho uma extrema cautela na hora de recomendar qualquer tipo de jogo, mas isso é primordialmente visto quando um deles se enquadra em dois elementos: “metroidvânia” e “roguelike”. O casamento dessas mecânicas raramente é visto por mim com bons olhos, sendo casos como Dead Cells, A Robot Named Fight as grandes exceções. Pelo o que eu pude jogar da demo de Eagle Island disponível no Steam, ele é um grande candidato para entrar nessa lista.

Originado de um Kickstarter feito em 2017, Eagle Island é tão adorável quanto demonstrado na imagem acima e ao mesmo tempo desafiador. O projeto encabeçado primariamente por Nick Gregory coloca o jogador no papel de Quill e sua coruja Koji na ilha de Yulu. Sua execução é relativamente simples, porém elegante. Um botão é usado para atacar e o outro para pular.

O gancho que Eagle Island usou para prender a minha atenção é que o ataque não é um mero “ataque tradicional”, mas sim o uso da coruja Koji como um projétil. Há toda uma questão de entender o timing de ataque para realizar combos, obter moedas para comprar itens e buffs, além da chance de recuperar pontos de vida ao acertar 4 inimigos em sequência.

Já o lado “metroidvania” – ou melhor, explorativo – do jogo entra na sua geração procedural de cenários, onde eu senti pouca repetição principalmente devido a sempre presença de inimigos variados – o que me faz prestar atenção mais no meu posicionamento do que se o cenário atrás de mim é um deserto ou uma floresta.

Eagle Island está previsto para lançamento em 11 de julho e conta com modos de speedrun e um modo mais “casual” onde você começa a partida com seis ao invés de três pontos de vida. Se você está com o final de semana livre, eu realmente recomendo que você dê uma olhada.

A demo de Eagle Island é adorável e desafiadora

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- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.